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Mu’ap Pakup: reforço escolar transformador para alunos indígenas Sateré-Mawé de Barreirinha

Desenvolvido pelo Setor Pedagógico Indígena da Secretaria Municipal de Educação (Semed), o projeto oferece reforço escolar bilíngue para mais de 74 estudantes do ensino fundamental, do 1º ao 9º ano

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Com o objetivo de fortalecer o aprendizado de crianças indígenas Sateré-Mawé e garantir acesso a uma educação de qualidade, o projeto Mu’ap Pakup vem se consolidando como uma iniciativa essencial no processo de ensino-aprendizagem em Barreirinha.

Desenvolvido pelo Setor Pedagógico Indígena da Secretaria Municipal de Educação (Semed), o projeto oferece reforço escolar bilíngue para mais de 70 estudantes do ensino fundamental, do 1º ao 9º ano, atendendo às escolas municipais Bom Socorro, Lena Bahia e Hilma Dutra.

Lançado em abril deste ano, o Mu’ap Pakup tem como proposta auxiliar os alunos indígenas na superação de barreiras linguísticas e pedagógicas, garantindo uma educação inclusiva sem abrir mão de suas raízes culturais.

A professora de Matemática, Renata Ribeiro, explica como é a didática do projeto. “O Mu’ap Pakup iniciou suas atividades com a aplicação de testes diagnósticos, que nos permitiram identificar o nível de conhecimento de cada aluno. Muitos chegam sem saber ler ou contar, mas com paciência e acompanhamento individualizado estamos vendo avanços reais. É um processo lento, mas sólido”.

As atividades acontecem de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde, com quatro turmas diárias de até 10 alunos cada.

Para a mãe de aluna, Ilca Cabral, o projeto chegou em boa hora. “Esse projeto veio para ajudar nossos alunos indígenas, que têm dificuldades tanto em matemática quanto em português. Minha filha já conseguiu avanços significativos, hoje já sabe ler graças ao apoio que recebeu. Não foi apenas ela, mas também outras crianças que participam e estão se desenvolvendo”.

Educação bilíngue como ponte para o conhecimento

Um dos maiores diferenciais do Mu’ap Pakup é a atuação de professores bilíngues, que fazem a mediação linguística e cultural. Muitos alunos têm como primeira língua o idioma da etnia Sateré-Mawé, o que dificulta a compreensão do conteúdo escolar em português.

“Eles vêm da área, muitos falam predominantemente a língua indígena e enfrentam dificuldades para acompanhar as aulas. Com o suporte dos professores bilíngues, conseguimos traduzir não só o conteúdo, mas também a lógica da aula, tornando o ensino acessível e respeitoso à cultura deles”, ressalta a professora Renata.

Além das disciplinas tradicionais, o Mu’ap Pakup também promove aulas de educação física.  O projeto conta com uma equipe multidisciplinar formada por 4 professores bilíngues, 1 professora de matemática, 1 professora de português e 1 professor de educação física.

Por: DECOM/PMB

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