Mãos que Falam: Projeto da Prefeitura de Barreirinha promove inclusão social e escolar por meio do ensino de Libras - Prefeitura Municipal de Barreirinha

Mãos que Falam: Projeto da Prefeitura de Barreirinha promove inclusão social e escolar por meio do ensino de Libras

Criado em 2022, o projeto vem contemplando mais de 200 estudantes da rede municipal e estadual de ensino, de 1° ao 9° ano.

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Incluir pessoas com deficiência dentro da escola regular é um pressuposto básico da educação no Brasil. No que se refere à inclusão dos surdos na escola, trazer à tona o conhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) é o caminho para uma escola cidadã. Partindo dessa perspectiva, a Prefeitura de Barreirinha, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), criou o projeto “Mãos que Falam”, que promove a inclusão social e escolar para crianças, por meio do ensino básico de Libras.

“A ideia do projeto surgiu da necessidade de darmos evidência a inclusão em nossas escolas, e tem como objetivo geral proporcionar a integração da língua brasileira de sinais no ambiente escolar. Nesse ano, são mais de 200 alunos que abraçaram o projeto, e a gente só tem a agradecer aos pais por acreditarem em nosso trabalho. Avaliamos de forma satisfatória o projeto em todos os âmbitos, tanto social, educacional e, principalmente, no ambiente da inclusão”, destaca o secretário de Educação, Márcio Rogério.

Sob responsabilidade dos professores Cezar Monteiro e Daiane Souza, o “Mãos que Falam” foi criado em 2022, contemplando estudantes da rede municipal e estadual de ensino, de 1° ao 9° ano. “O projeto abriu portas para inclusão, hoje em qualquer lugar tem Libras, e surdos estão lutando por essa visibilidade, por essa conquista, então, por meio do projeto as crianças estão se socializando, e, principalmente, aprendendo a respeitar ainda mais as pessoas com deficiência”, enfatiza o professor do projeto, Cezar Monteiro.

A participação dos pais é primordial para o andamento das atividades desenvolvidas. A senhora Lúcia Santos fala da evolução de sua filha que é participante do projeto. “O projeto já está na vida da minha filha há dois anos, ela gosta muito, é participativa nas aulas e tem aprendido de forma bem rápida os assuntos. Uma das coisas que gosto de ver, é ela repassando os ensinamentos para toda a família, demonstrando seu interesse pelo ensino de libras. Por fim, eu vejo que esse projeto veio pra mudar a vida de muita gente”, ressalta.

A indígena Yasmim Batista é aluna do projeto e destaca a importância do mesmo em sua vida. “Eu sou muito grata em participar do projeto Mãos que Falam, pra mim é importante estar aqui, principalmente, por aprender e saber ajudar, me comunicar com os colegas surdos, e de alguma forma incluir eles na escola ou em qualquer lugar”, relata.

Metodologia

Em sua metodologia de ensino, o projeto busca apresentar de forma fácil, conceitos básicos de Libras, como o alfabeto, números, cores, meses do ano, saudações e termos próprios do ambiente escolar e do cotidiano, verbos usuais no dia a dia, meios de transporte, sinais do contexto regional e até mesmo da cultura indígena. Além disso, um meio encontrado para facilitar a aprendizagem, foi ensinar os sinais por meio da música, e, claro, através de conversações na Língua Brasileira de Sinais.

O projeto ajuda na alfabetização dos alunos, onde muitos tinham dificuldades de escrita e leitura, e por meio dele evoluíram nesses quesitos. Ainda, desde a criação do projeto Mãos que Falam, os alunos são convidados a participar de eventos, levando interpretações do ensino de Libras à população, que se encanta em cada apresentação assistida.

 

Por: DECOM/PMB

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